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GÊNESIS CONSTRUÇÕES CIVIL LTDA

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20 de fevereiro de 2018

Comando Militar do Leste formará equipe para ações de intervenção

Militares do Exército fazem operação na divisa entre os municípios de Angra dos Reis e Paraty, no Sul Fluminense, nesta terça-feira
Militares do Exército fazem operação na divisa entre os municípios de Angra dos Reis e Paraty, no Sul Fluminense, nesta terça-feira /Agência O Dia
Rio - O Comando Militar do Leste (CML) informou, em nota divulgada na noite desta terça-feira, que a equipe que trabalhará com o general Braga Netto está sendo formada e será anunciada nos próximos dias. As primeiras ações da intervenção federal na área de segurança pública, feita pelos militares das Forças Armadas, serão divulgadas posteriormente. 
Segundo o CML, o processo de intervenção "é federal, não é militar. A natureza militar do cargo, à qual se refere o Decreto, deve-se unicamente ao fato de o interventor ser um oficial-general da ativa do Exército Brasileiro". 
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Na nota, o órgão processo afirmando que "o processo demandará, de todos e de cada um, alguma parcela de sacrifício e de colaboração, em nome da paz social e da sensação de segurança almejadas".
Militar morto em arrastão
O sargento do Exértcito Bruno Albuquerque Cazuza, de 35 anos, foi morto por bandidos que fizeram um arrastão na Estrada Rio-São Paulo, na altura de Campo Grande, na Zona Oeste, nesta terça. Ele deixa dois filhos e a esposa grávida.
Segundo testemunhas, o militar reagiu à abordagem dos bandidos e foi baleado. Como havia uma farda no banco de trás do carro, a polícia não descarta a hipótese de os assaltantes terem visto o uniforme e decidido matar o sargento. Outros três motoristas teriam sido atacados pelos bandidos no arrastão.
Bruno servia no Centro de Instrução de Operações Especiais e morava em Campo Grande. Ao saber da notícia, a mulher do militar foi ao local do crime. Emocionada, ela passou mal e teve que ser retirada.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DH) foi acionada e já isolou o local para fazer a perícia. Nesta segunda-feira, as Forças Armadas começaram a patrulhar as rodovias BR-040, BR-101, BR-116 com base no decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GL0). O local em que o sargento Bruno foi morto não estava na área de coberta pelo patrulhamento

Possibilidade de mandado coletivo em intervenção gera polêmica

 Exército inicia patrulhamento e montagem de barreiras em alguns pontos do Rio de Janeiro
Exército inicia patrulhamento e montagem de barreiras em alguns pontos do Rio de Janeiro -  Agencia O Dia
Rio - A possibilidade de uso de mandados coletivos de busca e apreensão durante a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, levantada após a reunião dos conselhos da República e da Defesa Nacional, divide opiniões e tem gerado polêmica.
O instrumento do mandado coletivo permite a procura por bens e suspeitos não apenas em um local específico, como um imóvel, mas em uma área maior, até mesmo um bairro. Este tipo de medida depende de uma decisão judicial, que delimita a área, as ações permitidas e quem pode realizá-las.
Nesta terça-feira, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, se reuniu com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Milton Fernandes de Souza, na capital fluminense. Na saída, Jardim falou à imprensa que os mandados seguirão o “devido processo legal” e que todas as ordens judiciais necessárias à execução da intervenção “obedecerão os princípios constitucionais fundamentais”.
Na segunda-feira, após a reunião dos conselhos, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que os mandados não serão uma “carta branca” para os militares nas ações no contexto da intervenção. “Não existe carta branca, nem carta negra, nem carta cinza”, disse. Em nota, no início da noite, o Ministério da Defesa informou não serão usados os mandados coletivos de prisão, e serão restritos à busca e apreensão.
A legislação brasileira não prevê a figura do mandado coletivo, mas de diferentes tipos de mandados. O Código de Processo Penal prevê, em seu Artigo 243, que o mandado deve “indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a diligência e o nome do respectivo proprietário ou morador” e “mencionar o motivo e os fins da diligência”.
Já a Constituição Federal, em seu Artigo 5º, afirma que a casa “é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”.
Para a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, os mandados coletivos são ilegais e inconstitucionais, por ferirem as duas normas. “A inviolabilidade de domicílio só tem exceção em flagrante, socorro ou determinação judicial mediante a definição individualizada da pessoa. O Código de Processo Penal é explícito ao especificar a casa onde será a busca e a pessoa objeto do mandado”, argumenta a defensora Lívia Cassares.
Na opinião do doutor em ciências penais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Leonardo Yarochewisk, o mandado não pode ser indeterminado nem violar o princípio constitucional da presunção de inocência. “Vai ter mandado no Leblon? Em Ipanema? Vai ser nas favelas, e com violação de direitos e garantias fundamentais. Que presunção de culpa é essa nessas comunidades?”, questiona.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou, em nota, que pretende questionar na Justiça o instrumento. "Por ser limitadora de garantias fundamentais, toda e qualquer medida cautelar jamais pode ser genérica. Caso contrário, há a violação constitucional da garantia individual de inviolabilidade do lar e intimidade – colocando sob ameaça ainda maior os direitos da parcela mais desassistida da população", diz o texto.
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A Advocacia-Geral da União (AGU) informou à Agência Brasil que irá atuar para garantir a segurança jurídica das medidas tomadas pelas Forças Armadas no âmbito da intervenção federal.
Ação
Para o ex-secretário Nacional de Segurança Pública, coronel reformado José Vicente da Silva Filho, é preciso, em alguns casos, usar medidas extremas para se chegar aos criminsosos e um recurso central na sua atuação: armas e munição. “Entendo que para encurtar essa crise no Rio de Janeiro, o melhor caminho é tirar o principal instrumento, que são as armas. Nessas comunidades, elas podem ser buscadas e apreendidas. É dando condições para a polícia que vamos expulsar os bandidos”, defende.
Já a Federação de Favelas do Rio de Janeiro (Faferj) classifica o uso deste instrumento como “muito ruim” e acredita que dará pouco resultado. “Vai ser ineficaz, como têm mostrado todas as operações militares. Se eles realmente querem fazer operação que tenha êxito, as forças de segurança têm que usar a inteligência e investigação. Não é na favela que está ocorrendo o tráfico, o espaço é varejista. Se você mapear quem é quem, bandido e morador, você causa impacto menor na comunidade e consegue prender o bandido que está escondido ali”, disse Fillipe dos Anjos, secretário-geral da Faferj.
Outras experiências
O uso dos mandados coletivos não é inédito, e já ocorreu em outras situações no Rio de Janeiro. Em agosto de 2017, a Justiça autorizou que a polícia entrasse em qualquer casa na comunidade do Jacarezinho e em quatro favelas vizinhas. A operação resultou na prisão de 43 pessoas, apreensão de 11 armas e de drogas. No dia 25 do mesmo mês, a medida foi suspensa por um desembargador.
Em novembro de 2016, a Justiça do Rio expediu mandado coletivo de busca e apreensão na Cidade de Deus. No mesmo mês, a medida foi revogada após a queda de um helicóptero que resultou na morte dos quatro ocupantes, depois de uma ação contra o tráfico de drogas na comunidade. Moradores fizeram protestos na ocasião contra a permissão, classificando-a de medida arbitrária.
Em março de 2014, foi expedido mandado coletivo para atuação nas favelas Nova Holanda e Parque União, no Complexo da Maré, que contemplava apenas os delegados. Na ocasião, o Exército também foi chamado a atuar, mas por meio de uma operação de Garantia de Lei e Ordem (GLO)

Em rede social, atacante se despede do Bahia: "Estarei sempre na torcida"


[Em rede social, atacante se despede do Bahia:
Uma semana após deixar o Bahia para atuar no Grêmio, Hernane falou sobre a saída. O Brocador utilizou uma rede social para se despedir do Tricolor.
No texto, o atacante agradeceu ao clube pelos dois anos e meio que passou no Fazendão. O jogador enalteceu a torcida e revelou ter virado um trocedor do Esquadrão.
"Quero deixar registrado aqui meu eterno agradecimento ao Bahia, à diretoria, aos meus companheiros e essa torcida maravilhosa. Por tudo que fizeram por mim e como me apoiaram. Foram dois anos e meio muito especiais no clube. Sempre tentei dar meu melhor quando estive em campo vestindo a camisa do maior do Nordeste. Pelo Bahia, tive momentos de glória como o título da Copa do Nordeste e o acesso a Série A do Brasileirão. O apoio de vocês sempre foi fundamental. Nas horas difíceis, eram vocês que me inspiravam. Obrigado por tudo! Levarei pra sempre o carinho por esse clube e essa torcida maravilhosa. Estarei sempre na torcida. Bora, Bahêa", escreveu.
Apesar de já treinando no Grêmio, Hernane ainda não tem previsão para estrear pelo time gaúcho

18 de fevereiro de 2018

Forças Armadas e polícias fazem megaoperação contra roubo de cargas e ocupam o Complexo do Lins

Grajaú-Jacarepaguá foi fechada em ambos os sentidos. Ação que marca início da 2ª fase da operação da Seseg com forças federais tem 2 mortos e ao menos 18 presos. Disque Denúncia oferece recompensa por procurados.

Tropas federais e estaduais estão nas ruas do Rio, na operação Onerat
Tropas federais e estaduais estão nas ruas do Rio, na operação Onerat
Dois homens morreram e pelo menos 18 foram presos na manhã deste sábado (5), na segunda fase da ação integrada das Forças Armadas com as polícias estadual e federal desde a chegada das tropas ao Rio. A Operação Onerat busca combater o roubo de cargas e o tráfico de drogas, une cerca de 5 mil homens com o objetivo de cumprir 55 mandados: 40 de prisão e 15 de busca apreensão (acompanhe a cobertura em tempo real).
A megaoperação, realizada em seis favelas da cidade, marca o início da segunda fase da atuação das tropas militares no estado, após decreto do Governo Federal. A investigação partiu da 26ª DP (Todos os Santos).
Moradores relatam na internet tiroteios no Complexo do Lins
Moradores relatam na internet tiroteios no Complexo do Lins
Por volta das 6h30, o complexo de favelas do Lins já estava completamente ocupado, após cerca de duas horas do início da ação. Moradores relataram em redes sociais o som de tiroteios e de bombas na comunidade.
Em entrevista à TV Globo, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que a permanência das tropas seguirá por tempo indeterminado.
"Nós vamos permanecer no local até que os objetivos sejam atingidos. Pode ser 24 horas, no fim de semana, três dias, 15 dias", disse Jungmann. "O objetivo, como sempre, é aquele que nós dissemos anteriormente, de bloquear o crime organizado, efetuar o efeito surpresa."
Ministro Raul Jungmann fala sobre a Operação Onerat no Complexo do Lins
Ministro Raul Jungmann fala sobre a Operação Onerat no Complexo do Lins
Policiais e militares ocupam uma das entradas do Complexo do Lins
Policiais e militares ocupam uma das entradas do Complexo do Lins
Baleado em operação no Rio morre após dar entrada no hospital Salgado Filho
Baleado em operação no Rio morre após dar entrada no hospital Salgado Filho
A coordenação da Onerat – carga, em latim – é feita pela Secretaria de Estado de Segurança do Estado (Seseg), por meio da ação das polícias Civil e Militar, com o apoio do Comando Militar do Leste (Exército, Marinha e Aeronáutica), da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública. Cerca de 50 profissionais de todas os efetivos estão no Centro Integrado de Comando e Controle.
Segundo a Seseg, os agentes atuam nos Complexos do Lins e Camarista Méier, na Zona Norte. Há ainda operações nos morros de São João, no Engenho Novo, e Pedreira e Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte; e Covanca, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Mortes e prisões

Jefferson Abilio da Silva Cavalcante, de 19 anos, foi baleado no braço direito e no tórax em troca de tiros com policiais no Morro São João. Ele chegou a ser levado para o Hospital Salgado Filho, mas não resistiu. Ele já havia sido preso por roubo de cargas em julho de 2016 e foi solto em março deste ano. Com ele, foi apreendida uma pistola.
Uma dos presos é Fernando de Almeida Oliveira, conhecido como Pulga, de 28 anos. Ele foi encontrado em uma padaria no entorno do Lins.
Fernando Veloso comenta o uso de paraquedistas na Operação Onerat
Fernando Veloso comenta o uso de paraquedistas na Operação Onerat
Policiais da Operação Onerat revistam ônibus que passam próximos à Grajaú-Jacarepaguá
Policiais da Operação Onerat revistam ônibus que passam próximos à Grajaú-Jacarepaguá

Ocupação em mata

As Forças Armadas estão responsáveis pelo cerco em algumas dessas regiões e baseadas em pontos estratégicos. De acordo com o coronel Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste, participam da operação 3,6 mil homens do Exército e dos Fuzileiros Navais. São utilizados 514 veículos e 71 blindados militares.
Cerca de 200 homens das 42 delegacias da capital também participam.
Paraquedistas foram utilizados para ocupar a mata no entorno das comunidades, para impedir a fuga de traficantes, como informou o comentarista de segurança da TV Globo Fernando Veloso (veja no vídeo acima).
Algumas ruas foram interditadas e os espaços aéreos estão controlados para aeronaves civis nas áreas sobrepostas aos setores de atuação das Forças Armadas. Um dos locais fechados é a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, bloqueada em ambos os sentidos. Não há interferência nas operações dos aeroportos.

Disque Denúncia

O Disque Denúncia divulgou um cartaz com 15 dos principais procurados na operação (veja abaixo). A recompensa é de R$ 1 mil pelos bandidos Furinho, Nisinho, Jamaicano, Miguelinho, Maninho, Diel, Coroa, Piloto, Tchá Tchá, Hilton, Brancão, Vagner, Da Mata, Da Cabrita. Pelo traficante Da Russa, que de acordo com as denúncias é o comandante geral do tráfico em todo o Complexo do Lins. o valor é de R$ 30 mil. O telefone para contato é 2253-1177.
O coordenador do Disque Denúncia, Zeca Borges, disse que há pelo menos três dias o serviço vem monitorando as regiões onde ocorrem as ações deste sábado, passando informações às forças de segurança.
"Com os panfletos queremos mobilizar a população. Esperamos o máximo de denúncias.", disse.
Disque Denúncia pede ajuda durante atuação das Forças Armadas (Foto: Disque Denúncia) Disque Denúncia pede ajuda durante atuação das Forças Armadas (Foto: Disque Denúncia)
Disque Denúncia pede ajuda durante atuação das Forças Armadas (Foto: Disque Denúncia)